D'asa
Não é de hoje!
Faz é muitos ontens que ensaio esse voo. Que ir é um alumbramento vasto de novos caminhos, mas antigos. Bem quistos e de muito tempo.
Que todo caminho percorrido foi regado a choro e riso, flores e pedriscos. Foi chuva e sol, um arrebol de manhãs vividas antes do sol nascer.
Quanto tempo desde a semente?
Quanto lamento, fechar de olhos descontente.
Quanto tempo faz?!
Desfaz os nós por detrás dos cílios ralos, rasos de esperançar. Houve um tempo que cruzar os dias era árduo e farto, era mesmo se desprender do ar num último suspiro.
Houve noites que o afago eram sonhos construindo meios de acontecer.
Há de ser bonito, sim. E desafiador. Há de ser mais alegre, ter mais amor.
Minhas mãos contemplam o que antes eu não podia ver mas sabia, dos frutos que viriam.
E riram, todos.
Todos tolos.
Quem semeia sabe da colheita, sim senhor!
Sim, senhor! Sempre soube dessa flor.
│Samara Bassi│
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